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Pesquisa comprova que judeus têm “marca no DNA”



5 / maio / 2012 - 18:28



Pesquisa comprova que judeus têm “marca no DNA”



Autor estabelece conceito de raça distinta dos descendentes de Abraão









por Jarbas Aragão



 


Pesquisa comprova que judeus têm “marca no DNA”


Em seu novo livro, “Legacy: A Genetic History of the Jewish People” [Legado: Uma História da 

Genética do Povo Judeu], Harry Ostrer, médico geneticista e professor da Escola de 

Medicina da Faculdade Albert Einstein, em Nova York, afirma que os judeus são mais 

diferentes que se imaginava.


As diferenças que os judeus possuem, é uma espécie de “assinatura genética distinta”. 

Quando os nazistas tentaram exterminar os judeus com base em uma suposta distinção 

racial, muitos alegavam que isso não fazia sentido, pois os judeus não seriam uma raça e sim 

uma etnia.


“Quem é judeu?” tem sido uma questão fundamental para os judeus ao longo da história. O 

que provaria a identidade judaica? Suas diferentes crenças religiosas, práticas culturais e 

laços de sangue?


Os geneticistas têm consciência de que certas doenças, como câncer de mama, afetam mais 

os judeus. Ostrer, que também é diretor de testes genéticos no Centro Médico de Montefiore, 

vai mais além, afirmando que os judeus são um grupo homogêneo, podendo sim ser 

caracterizado como o que podemos chamar de “raça”.


Na maior parte dos 3.000 anos de história do povo judeu, o que veio a ser conhecido como 

“excepcionalismo judeu” não era controversa. Devido a uma tradição de isolamento cultural, e 

defesa do casamento apenas entre judeus garantiram a preservação de alguns traços 

linguísticos e culturais.


Agora, com a ciência moderna, eles não poderão mais ser vistos apenas como “tribos”.

Ostrer explica que no século 20 a genética emergiu como uma ciência fundamental. Desde os 

tempos de Maurice Fishberg, um médico judeu de Nova York que viveu no século passado, 

havia uma tentativa da medicina de se provar essa distinção.


Fishberg media o tamanho do crânio de seus pacientes e tentava explicar por que os judeus 

pareciam ser atingidos por algumas doenças mais do que outros grupos. Embora o mero 

formato do crânio forneça informações limitadas sobre as diferenças humanas, seus estudos 

conduziram a mais pesquisas ligando judeus à genética.


Ostrer divide seu livro em seis capítulos, que representam os vários aspectos do judaísmo: 

Olhando os judeus, patriarcas, genealogias, tribos, traços genéticos e identidade. Cada 

capítulo apresenta um importante cientista ou figura histórica que avançaram 

consideravelmente na compreensão do judaísmo.


“Legacy” pode causar algum desconforto a seus leitores. Para alguns judeus, a noção de um 

povo geneticamente relacionado é um remanescente embaraçoso do sionismo que se 

popularizou no final do século 19. Obviamente, sociólogos e antropólogos culturais, ainda 

ridicularizam o conceito de “raça”, afirmando que não existem diferenças significativas entre 

grupos étnicos.


Para os judeus, a palavra ainda carrega a associação especialmente odiosa com o nazismo. 

Eles argumentam que o judaísmo se transformou de um culto tribal em uma religião mundial 

reforçada por milhares de anos de tradições culturais.


Com o primeiro mapeamento de DNA da história, cerca de 10 anos atrás, os geneticistas 

acreditam que a diferença entre os diferentes “tipos” de seres humanos não passariam de 

0,1%. Mas é bom lembrar que esse 0,1% apresenta cerca de 3 milhões de pares de 

nucleotídeos no genoma humano. Eles determinam, por exemplo, cor da pele ou do cabelo e 

suscetibilidade a determinadas doenças. Seriam como um mapa inquestionável de nossas 

árvores genealógicas.


Tanto o projeto do genoma humano quanto a pesquisa de doenças descartam o termo “raça”, 

preferindo conceitos mais neutros, como “população”. Resumia a sua essência, raça seria o 

equivalente a “região de origem ancestral”. Isso nunca foi objeto de disputa entre os judeus, 

que traçam sua origem a Abraão, que viveu a maior parte de sua vida na terra chamada hoje 

de Israel.


As conclusões de Ostrer demoraram décadas de sua carreira e ajudam a explicar hoje a 

base genética de doenças comuns e raras. Segundo ele, os judeus podem ser identificados 

pelas 40 ou mais doenças que os afligem desproporcionalmente, uma conseqüência 

inevitável da endogamia.


Ele traça inclusive a história de numerosas doenças tipicamente “judias”, incluindo três 

mutações genéticas do câncer de mama e de ovário que marcam os que são indelevelmente 

“filhos de Abraão.” Sua conclusão é simples, ser judeu não é algo determinado pela religião 

ou local de nascimento é uma marca genética carregada por todos que compartilham esse 

título.



Traduzido e adaptado de Forward


Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/pesquisa-comprova-que-judeus-tem-marca-no-dna/#ixzz1u7aRvcey

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